País
Presidente da Escola Nacional de Bombeiros apresentou demissão
O presidente da Escola Nacional de Bombeiros deveria estar no cargo até julho de 2027.
Lídio Lopes foi nomeado para o cargo pela ex-ministra da Administração Interna, Margarida Blasco em julho de 2024. Devia estar até julho de 2027, mas decidiu agora através de uma carta de 17 páginas apresentar a demissão.
Lídio Lopes diz que "perante uma ameaça grave e porque não vale tudo, em nome da Honra e da Dignidade", teve de decidir. E acrescenta que estava confrontado com uma "ameaça/chantagem de demissão por parte do Presidente da Liga de Bombeiros Portugueses", António Nunes.
"Apresento a minha renúncia de funções por imperativo dever de consciência, por ter de ser consequente e responsável com o que penso e afirmo e com o que aceito e não aceito, apesar da brutal reserva de opinião em partilha pública, a que me tenho imposto pelo responsável exercício das funções de Presidente da Direção da ENB, e, por isso, ter de manter a devida reserva sobre os associados Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), sobre as suas decisões ou a falta delas, as suas omissões e os seus comportamentos, as suas promiscuidades de relação e o que tudo isso condiciona e perturba o normal funcionamento da ENB e a vida no e do mundo dos Bombeiros Portugueses", lê-se na carta a que a RTP teve acesso.
Além disto, o até agora Presidente da Escola Nacional de Bombeiros refere ainda "erros crassos que comete a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil", incluindo o desperdício de mais 315 mil euros em formação no ano passado e quase 700 mil este ano, ficando milhares de bombeiros alegadamente sem formação.
Lídio Lopes admite manter as funções até dia 30 de setembro para assegurar a regularidade da instituição.
Recorde-se que a Escola Nacional de Bombeiros é uma entidade privada sem fins lucrativos e pessoa coletiva de utilidade pública que tem como associados a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
Lídio Lopes diz que "perante uma ameaça grave e porque não vale tudo, em nome da Honra e da Dignidade", teve de decidir. E acrescenta que estava confrontado com uma "ameaça/chantagem de demissão por parte do Presidente da Liga de Bombeiros Portugueses", António Nunes.
"Apresento a minha renúncia de funções por imperativo dever de consciência, por ter de ser consequente e responsável com o que penso e afirmo e com o que aceito e não aceito, apesar da brutal reserva de opinião em partilha pública, a que me tenho imposto pelo responsável exercício das funções de Presidente da Direção da ENB, e, por isso, ter de manter a devida reserva sobre os associados Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), sobre as suas decisões ou a falta delas, as suas omissões e os seus comportamentos, as suas promiscuidades de relação e o que tudo isso condiciona e perturba o normal funcionamento da ENB e a vida no e do mundo dos Bombeiros Portugueses", lê-se na carta a que a RTP teve acesso.
Além disto, o até agora Presidente da Escola Nacional de Bombeiros refere ainda "erros crassos que comete a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil", incluindo o desperdício de mais 315 mil euros em formação no ano passado e quase 700 mil este ano, ficando milhares de bombeiros alegadamente sem formação.
Lídio Lopes admite manter as funções até dia 30 de setembro para assegurar a regularidade da instituição.
Recorde-se que a Escola Nacional de Bombeiros é uma entidade privada sem fins lucrativos e pessoa coletiva de utilidade pública que tem como associados a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).